quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Los Hermanos, Nietzsche e o cristianismo

Pessoal, é uma tentativa...acho que necessita de melhor argumentação, mas taí aberto pra colaboração e discussão...


Os fenômenos da música “pop” são interessantes pra desvendar nuances da psicologia coletiva...Pense sobre o “Los Hermanos” e o seu efeito comercial implacável (ou emplacável): parte da juventude brasileira, a parte que guarda em si o sentimento nebuloso da nostalgia (sobre a própria vida vazia), ou até um sentimento sincero de tristeza profunda por não ter nascido em Londres durante os anos oitenta, acumulada à parte da juventude de viúvas do Chico Buarque, somada à necessidade das massas de se agruparem ao redor de um totem, aliado ao talento dos produtores musicais e ao talento dos músicos “Hermanos”, gerou o sucesso da banda. É quase só isso. Simples assim. Mas esse mesmo comportamento acontece há séculos, o que permite interpretá-lo de outra maneira. Os cristãos “inventaram”, ao longo de sua chaga terrestre, um Deus para os fracos, onde todas os pecados e virtudes são imaginários, ou seja, são sublimados para um campo da existência distante da realidade palpável, e onde o sofrimento é uma forma de elogio e elevação do espírito. Os contemporâneos, embora não se assumam necessariamente como homens cristãos, guardam em si a maneira de viver de um religioso cristão fervoroso: um homem empobrecido interiormente, fatigado e apegado à idéia de outra existência ( a realidade sublimada) como salvação: a salvação é o totem que ilumina os caminhos. É nesse sentido que as “profecias” dos músicos e o seu conseqüente “endeusamento” se dão. E a fábrica de sucessos expressos agradece a quantia depositada nas contas das multinacionais. E o coro canta. Enquanto o couro come.

6 comentários:

Anônimo disse...

Pessoal, é uma tentativa...acho que necessita de melhor argumentação, mas taí aberto pra colaboração e discussão...


Os fenômenos da música

Marcos disse...

Hey, Anonymous!
Acho que faltou a parte da colaboração e discussão...

argumentação, quem sabe!

...vou reescrever, de todo modo.

Caito disse...

Caro Marcão. Creio que vc traçou um caminho válido, porém não único. As teorias totalizantes nunca são sempre perigosas quando trtatamos do comportamento coletivo, que no fim das contas é o conjunto, e não apenas a soma, de comportamentos individuais. No caso dos Hermanos acredito que não possam ser estabelecidos como fatores válidos apenas a viúvice de uma juventude carente de uma produção cultural mais "sofisticada" ou a ação do mercado, como também é importante notar do que trata a própria lírica da banda. A temática geral aborda o homem avesso ao mundo "normal", deslocado no contexto do nosso mundo globalizado e competitivo. Creio que grande parte da identificação do público com a banda se dá graças a essa "atitude de rompimento" com os valores do mundo atual. Sendo que vivemos em um mundo onde prevalece o chamado pensamento único, que pose ser até mutavel, mas deve ser sempre único, não é difícil que alguém se identifique com alguém que se canta um "perdedor", pois não é dificil ser diferente ou "perdedor" em um mundo onde só existe um caminho reconhecido socialmente a ser seguido : o caminho do sucesso comercial. É paradoxo que o sucesso comercial da própria banda decorra dessa identificação do público com a crítica feita pela banda a tal busca incessante pelo sucesso, mas é importante lembrar que os caras abandoram a chance de fazer um pé de meia de maneira mais segura, apostando na fórmula de sucesso da famosa "Ana Júlia". Bem, é isso, só mais alguns pontos para reflexão.
Abraços

Marcos disse...

Salve, Caito!

Boas...boas...agora me sinto obrigado a reescrever.

Té!

Marcos

João Luis disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
João Luis disse...

Bom, já que está aberto a argumentações...

Olha, não sou escritor... bem, na verdade estou bem longe disso, mas gosto muito de ler.
Enfim, as idéias são boas e a argumentação é razoável (menos na parte que tenta encaixar o sucesso do grupo em questão com o sofrimento dos "cristãos" em busca de um tótem, achei muito forçado), mas o texto ainda está muito confuso, com períodos muito longos e falta de ligação de uma parte com outra.

Gostei do texto, e vou voltar mais vezes para ver os pensamentos destes Escritores Baratos.

Todos vocês vão muito longe ainda, podem ter a mais plena certeza.

Abraços.