quinta-feira, dezembro 06, 2007

Escritores baratos, uni-vos!

[parte 1]
Como sindicalizado proponho uma assembléia aberta: nos comentários, e/ou em posts. O que acham?
Por sim ou por não vou começar...

[parte 2]
Escrever na era da informação, mania nacional, o romance do papel e caneta se vai, não na mesma velocidade do vinil e a capa de pepelão[?]. Com ou sem romance a escrita, e sua publicação foram democratizadas - e a caneta, papel e lápis nunca irão se acabar.

Co-criação, creative commons, copyleft, tão querendo subverter os tais direitos autorais - subverter não, evoluí-los. Leis são reacionárias por estarem escritas, estáticas, só reescrevendo ou quebrando-as para algum progresso. Vanguardas duram o tempo da próx. surgir, o que hoje é o espaço de uns 8 meses. Explodiu o número de escritores, ou apenas o acesso a eles, os dois. A mudança me atingiu junto com as perguntas, que creio, atingiu outros escritores baratos também:

1) Por quê escrevo?
Pra mudar minha vida e de mais alguém, tudo através das palavras[TP].

2) Meu texto será lido?
Sim, afinal se você escreve é pra ser lido, se não é pra ler, não escreva!

3) Preciso de reconhecimento? Fama?
Um pouco, mas não é necessário. Ser lido é poder melhorar, é trocar saber, medos, admiração, raiva...é saber que mudou a vida de alguém, isso motiva, é combustível.

4) Dica?
Co-escrever e experiências do tipo em grupo. Lucro: descobre novos escritores, transforma leitores em co-autores, rompe a hierarquia escritor¬leitor [artista¬público], aumenta amizade, e tudo mais.

[comentem, trucidem, riam! inicie-se o parlamento!]

4 comentários:

Princesiiinha disse...

adorei o texto
comecei meu blog hj!
:)

;***

Caito disse...

É , meu irmão, escrever na era da superinformação que pouco informa... viva o copyleft, que bom que você tocou no asunto alias, aproveito para perguntar a todos se não seria legal a gente colocar um logo do CC aqui, se todos concordarem com os príncipios de "alguns direitos reservados", óbvio! Se for pra capitalizar a arte, vai ter de ser de uma outra forma, nova, por que dessa forma que ta rolando ja deu, ultrapassada, ficou, ja era, puf! Zerou. Capitalizando ou não, é preciso democratizar, isso é uma certeza. Já pensaram que essa ferramentinha que a gente usa, isso aqui, o blog, pode servir muito bem pras duas intenções?
Sem falar que falar de fazer literatura num país de iletrados envolve outras questões... muitas! Esses dias passou na rede Grobo o desempenho dos alunos brasileiros de quinta série num teste internacional: quase os ultimos de uma caralhada de países! Escrevemos pra quem?!

Tem outra coisa que é muito legal também, que a a nova forma de aquisição de legitimidade imposta pela net: a qualidade (!), ou, na pior das hipóteses, a aprovação do público. Mas autores com distintas formações, acadêmicas ou não, sem a necessidade de conhecer "alguem" pra abrir seu blogue e colocar suas i´deias no ar. quando tinha dezesses anos e passava pelas minhas primeiras experiências blogueiras, tive uma leitora brasileira que morava no japão. Caaara, aquilo me fascinava muito, como me fascina demais que venha uma camaradagem de portugal ler nossos escritores baratos.
TNT, minha gente, isso é pura TNT.
O trem das sete já ta partindo, chamando aqueles que sabem do trem! Simbora nele!

O comentário (ufa!) termina, mas a ideia prossegue!

Abraço

.hi-fi. disse...

[cc] direitos totais para reprodução e modificação para fins não-comerciais.

[+] Por uma arte auto-sustentável, o capitalizar, serveria pra alimentar a produção e qualidade de mais arte, porém, não será possível comercializando arte como mercadoria, essa fórmula está passada [passando], e no brasil, artista já não ganhava dinheiro mesmo, o que nos facilita muito a elaboração de alternativas. Não é medo de dinheiro, é controle sobre sua criatividade, livre acesso a criação e apreciação da arte, e o mais importante: o fim da barreira artista/público.
Comece com a pergunta: arte pra quê? Pra melhorar minha vida, me expressar como minha tola alma ordena, pra exercitar minha inteligência e criatividade - se todos no mundo produzissem arte de alguma forma, o mundo seria melhor? eu aposto no sim.

[!]O poder de produzir e espalhar informações está em quem utiliza os meios, a tecnologia, mas já pensaram que os informáticos têm papel mais devastador nisso? [humanas Vs. exatas?]

abraçaço!

* hemisfério norte disse...

eu sou uma escritora, aliás eu penso q escrevo, sou barata mesmo.
Nunca me inscrevi em sindicato....rsrsrsrs
bj
gostei
a.
:)