terça-feira, novembro 27, 2007

Água Fria (ruim, Sem título #03)

Água Fria

Na carne, o pesado
soco inteiro...
e o corpo se desfaz
minado lentamente...

E o corpo é uma dádiva.
E a vida é uma dúvida.

Os nervos vão lentamente,
com a sabedoria de uma crueldade lenta,
namorando a paz:
A dor é um gozo profundo,
os nervos, não lhes restam dúvidas...

A vida é uma dádiva.
O corpo é uma dúvida.

E tudo o mais, toda a dor um encanto...

A dúvida é uma dádiva.
A dádiva , uma dúvida.

Pela carne
a pele, a câimbra...
a calma é uma ilusão
e não há mais nada.
O riso e o gozo são
dor e o choro.
Não há tato,
Não há toque.

E os olhos fechados
Pela noite escura
Sentem a água fria...

Tomando conta do mundo
Eu existo encantado por poder.

Como uma gentileza do universo em minha direção,
eu sinto o frio e o frio me faz deixar de sentir a ternura,
nada mais existe.

É tudo luminoso.

Na solidão de despir-se
no oceano noturno,
os olhos fechados,
bela noite escura,
sentem a água fria...

5 comentários:

Caito disse...

De olhos fechados
duvida da vida

a dúvida é a dádiva
que dá vida
(ou que mata)

A vida é dádiva
A vida é dívida
A vida é lívida
A morte é vitalícia.

E a agua é fria,
a noite é bela,
o dia é passado.

Ele é óleo,
quer ser água.

Priscila Lopes disse...

Nossa, muito bons - os dois!

A dúvida é uma dádiva.
A corpo é uma vida.



Concordo com o Vieira Calado, no meu poema, quado ele parece dizer que não somos escritores "baratos". Mas é que o Caio, certa vez, ouvindo uma entrevista...

hahahaha

É preferível entrar aqui e pensar "Nossa, eles sõa bons! Escritor barato pra mim não é isso", que intitularmos "Escritores Caros" e quem entrar pensar "É, bonzinhos, mas pretensiosos".

Tá.

Beijos!

Caito disse...

Com certeza, humildade é o melhor negócio, devagar e sempre, comendo pelas beiradas! Até por que, como ja disse, pra mim são todos escritores gratuitos: aceitaram meu convite sem cobrar nada!

Ju disse...

De olhos abertos,
procura água quente.
Queima-se?

O corpo derrete e congela. Tem vida, então duvida.

Existirmos: a que será que se destina?" Canta, precisa ser dádiva.
Banha-se em água morna.

Marcos disse...

É que não orna: eu, ..., água morna... :)