terça-feira, março 06, 2007

Passado

Um intenso reflexo
No teu olhar se fez
Era o meu rosto sublinhado
Pelos anos
Massacrado
Acariciado por teus dedos
Teus pecados.
Fui encerrado
Nesta cama:
"Ninguém me nota.Ninguém me ama"
Como é doce a amargura de ser

sol


de quem?
de mim?
por quê?
Também tenho pena de tique não sai de casa
sem
som-
bra. Tua maquiagem
não disfarça teu passado.
Galopa a vida tão depressa,
mas não te leva muito longe:
passa dó passa dó passa dó
passa

Passado.

2 comentários:

eduardo disse...

mto bom! diversas formas de lê-lo, sentí-lo, como numa musica em espiral!
...e ainda me parece juliana do post anterior!

Thais disse...

Foda.

Bem-vinda, companheira ilustre.