sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Do que não sou

Não sou um escritor barato
Nem sequer uma barata escritora
Sou, quando muito, algo como...

Um escaravelho embebido em tinta.
Daqueles que cambaleiam e rastejam
seu grifo de imprecisas patas.

Daquelas pulgas amestradas que - desastradas -
mergulham em tonel de nanquim e gravam
não um verbo e, sim, um tropeço.

É possível conjugar tropeço.

Eu tropeço
Tu tropeças...

Mas, vá lá...

Ninguém há de imprimir,
com precisão de marca passo,
que passo haverá de dar
(ainda mais calçando alpercatas de carimbo)

Pisei. Não nego!
Apago quando puder.

Rod

Um comentário:

Caito disse...

Nós tropeçamos! Seja bem vindo!
Abraço.